Estamos prestes a revelar o segredo mais bem guardado de todos os tempos. Joe Hill é filho de Stephen King. Ou talvez não seja afinal o mais bem guardado de todos os tempos, embora tenha sido em tempos antigos. Apesar do nome gigante do pai e do seu inestimável contributo para a literatura de horror norte-americana (quem nunca leu ou viu um filme baseado na obra de Stephen King?), Joe Hill não é nenhum mero jovem e inexperiente escritor que tenta ganhar um nome à custa do pai, muito pelo contrário.
É, na realidade, um escritor muito talentoso e o seu primeiro livro Twentieth Century Ghosts, uma colectânea de catorze contos, já então revelava uma voz fresca e segura no domínio da ficção de horror, tendo recebido o Bram Stoker Award e o British Fantasy Award for Best New Horror.
Joe Hill começou a fazer o seu nome graças a editoras independentes britânicas e norte-americanas, tendo visto vários dos seus contos e noveletas publicados em revistas e antologias, algumas comercialmente bem sucedidas. Embora há anos circulassem rumores sobre a sua identidade, em 2007 confirmou publicamente a sua relação com Stephen King.
Em Fevereiro de 2007, publicou o seu primeiro romance, Heart Shaped Box, e rapidamente tornou-se um enorme sucesso literário, tendo atingindo a lista de livros mais vendidos da New York Times.
Mais recentemente, o autor deu início à criação de uma série de banda-desenhada, Locke & Key, em colaboração com a IDW Publishing.
Agora disponível na edição portuguesa, A Caixa em Forma de Coração, o leitor português tem acesso a uma das vozes mais criativas do género do horror a surgir nos últimos anos, autor de um romance que conta a história de um coleccionador de curiosidades mórbidas que se vê envolvido numa perigosa confrontação com fantasmas que não descansarão até obterem vingança.

Judas Coyne colecciona o macabro: um livro de receitas para canibais… uma corda usada num enforcamento… um filme snuff. Uma lenda do death metal de meia-idade, o seu gosto pelo bizarro é tão conhecido entre a sua legião de fãs como os excessos da sua juventude. Mas nada do que ele possui é tão inverosímil ou tão medonho como a sua última descoberta…
Um artigo à venda na Internet, uma coisa tão estranha que Jude não consegue resistir a pegar na carteira. “Vendo” o fantasma do meu padrasto a quem fizer a licitação mais alta. Por mil dólares, Jude tornar-se-á o orgulhoso dono do fato de um homem morto que se diz estar assombrado por um espírito inquieto. Ele não tem medo. Passara a vida a lidar com fantasmas – o fantasma de um pai violento, o fantasma das amantes que abandonara sem compaixão, o fantasma dos companheiros de banda que traíra. Que importância teria mais um? Mas o que a transportadora entrega à sua porta numa caixa preta em forma de coração não é um fantasma imaginário ou metafórico, não é um benigno motivo de conversa. É real.
O livro será adaptado para o cinema num filme a ser realizado por Neil Jordan, a estrear em 2010.
A Caixa em Forma de Coração, CIvilização Editora, P.V.P.: 16,50 €
Site para A Caixa em Forma de Coração (inglês)